Resenha: Uma crença silenciosa em anjos

by - quinta-feira, outubro 27, 2011

Uma crença silenciosa em Anjos

R.J.Elllory

Editora: Intrinseca

De início, a capa me fascinou. Gosto de histórias de terror, e de inicio pensei que trata-se de algo mais mitológico, mas me surpreendi. O contexto é da segunda guerra mundial (tema que adoro) e é um dos livros que mais prende o leitor que já vi. Isso porque, o leitor é convidado a ouvir a história de Joseph Vaugham de toda a sua vida, de suas perdas e de ate mesmo seus momentos de plenitude. Não, não senti pena de Vaugham. Senti como se fossemos amigos a muito tempo e de certo modo eu o entendesse. Assassinatos em massa de menininhas aterrorizam toda a vida de Vaugham, e nos levam até o final para descobrir quem é, de fato, o autor do crime. A linguagem é interessante, com passagens dignas de marca texto, e algumas vezes me senti como se estivesse dentro do coração de Joseph. Ri, chorei e me surpreendi. O final, de poucas páginas, me entristeceu, para um enredo tão interessante.
Vale a pena cada página.

Nota de 0 a 10: 8.

Sinopse: 1939. Em uma comunidade rural da Geórgia, no sul dos Estados Unidos, o menino Joseph Vaughan de 12 anos, é informado sobre o assassinato de uma colega da escola – o primeiro de uma série de crimes que, ao longo de uma década, vão arruinar as relações naquela cidadezinha. Joseph e seus amigos estão determinados a proteger o lugar, e formam um grupo batizado “Os guardiões”. Mesmo depois de os crimes terem cessado, uma sombra de medo e pavor persegue Joseph. O passado parece enterrado, mas, cinquenta anos depois, ele se defronta com o pesadelo que abalou toda a sua existência. A trajetória de Joseph Vaugham é marcada por uma sucessão de tragédias pessoais: primeiro, a morte do pai; depois, a tortura, a mutilação e os assassinatos em série de jovens meninas; em seguida, o abismo da loucura da mãe, amante de um vizinho alemão na época da Segunda Guerra.
‘Uma crença silenciosa em anjos é a história de uma superação – e do que pode ser sacrificado em nome disso. Narrada como uma alegoria sobre a natureza da injustiça, do mal e do preconceito, expõe a claustrofobia característica das comunidades fechadas, e sua intolerância à diferença. É, sobretudo, um romance sobre o poder da vontade do indivíduo diante do pior.


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