What I think about: Lojas populares

by - sexta-feira, agosto 31, 2012

Atenção! Post polêmico! rs




Quando eu era criança, o lugar que eu mais gostava de ir para fazer compras não era o shopping. E sim, os centros conturbados na cidade, lotados de pessoas, gostos, sabores, aromas e... roupas populares.
Pensava: Como pode um vestidinho tão bonito custar R$10,00 se naquela loja era R$100,00?

Demorou, mas com o tempo compreendi que o vestidinho de 10 dilmas mal durava 6 meses: Logo as tristes "bolinhas" tratavam de aparecer e o danado ia correndo para o saco de doações. Enquanto o de 100, permanecia intacto e em perfeito estado no meu armário, ainda brilhando.
A qualidade faz o produto?

Quando compramos uma peça de R$10,00 pagamos uma peça de 10 reais. E não se pode esperar muito de uma peça de 10 reais, considerando que um metro de um bom tecido é por esse preço! Além do mais, as marcas que cobram caro por suas peças investem em coleções quase que exclusivas, com detalhes minuciosos.

Mas nunca abandonei os lojões. Sempre dou uma passadinha, nem que seja só para ouvir o pagode de fundo, me irritar com o atendimento, disputar uma peça naquelas araras apertadas, e pagar sem experimentar a roupa. Alguns bons achados meus me garantem que vale a pena.

Para comprar blusinhas levinhas e com aquela pegada podrinha, arrisque uma tarde sua nos centros populares! Pagar R$5,00 reais numa peça que em outras lojas poderia valer R$150,00, não tem preço que pague! E nem qualidade? 

Para mim, o mais importante numa boa comprar é o olhar do consumidor. É você detectar "opa, isso aqui vale a pena" "ah, isso não..".. E não se deixar levar pelos impulsos incontroláveis que nos atropelam quando é anunciado um descontão de 5 minutos! (Sim, o Darkson existe!) 

Enquanto muitas meninas vivem deslumbradas nas últimas grifes, há quem vá no lojão, passe horas olhando os cabides e levando 10 peças pelo mesmo preço que a outra menina levou uma regata.... lisa.

Não, não estou querendo dizer para abandonarmos nossas lojas do coração! Só para pensarmos bem antes de pagarmos pela etiqueta, já que hoje em dia, com a produção em massa, muitas peças das maiores marcas também não duram 6 meses.

É o tal do "consumo inteligente", você se satisfazer com o que compra e aproveitar da melhor maneira possível. Trata-se de trabalhar o high low, tão "comentado" mundo a fora, caracterizado pela mistura de elementos rycos com outros mais populares e acessíveis.

Apurem esse olhar, meninas! Nem sempre o que a vendedora empurra sua goela abaixo vale as 100 dilmas investidas. As quais poderiam te sustentar numa tarde inteira, com direito a boas compras (com 100 reais dá p fazer um estrago, ainda mais com bijuterias!) e um lanchinho no podrão da esquina.

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