Paris: Torre Eiffel e Festival de la Diversité

by - domingo, julho 05, 2015


Mais uma vez, quem me acompanha no instagram (segue lá: @JuSouzaO), ficou sabendo antes: Estou em Paris! Sim! A desnaturada blogueira que vos escreve (e que não dá as caras aqui no blog há um tempo) acabou de aterrizar na cidade luz para uma temporada incrível, de muito conhecimento, amadurecimento, descobertas e realizações. E como não poderia ser diferente, levo vocês comigo nessa viagem, onde pretendo encontrar novos lugares, dicas, restaurantes e, é claro, muita cultura, coisa que Paris tem de sobra.

Então, para começar bem o dia, fui do aeroporto diretamente para os pés da Torre Eiffel, ponto turístico obrigatório não só do país, mas também do mundo, eternizada nos filmes e nos clássicos cartões postais da cidade. E pensar que era temporária... Obra do engenheiro Gustave Eiffel paras as Exposições Universais de Paris em 1889, a Torre era, assim como boa parte das "esculturas" da exposição, um capricho com dia marcado para desmontar. Mas esse desmonte nunca chegou. Ainda bem: sucesso absoluto de público, a torre comprovou, desde os primeiros dias da Exposição, o seu enorme potencial para se tornar, já no século XX, o ponto turístico mais visitado e reconhecido do mundo. E não é a toa: imponente, elegante e geometricamente equilibrada, a torre é também um ponto de referência arquitetônica e de pesquisas inclusive na aviação, graças ao observatório meteorológico e aerodinâmico instalado no seu topo.




Justo por isso, querendo ou não, é ao redor da Torre Eiffel que o burburinho pega-turista se concentra: são enormes lojas de souvenirs atravessando as principais avenidas, imigrantes vendendo chaveirinhos e restaurantes cobrando preços exorbitantes só pela vista - que, realmente, é de compensar. Não se engane: deixe para comprar as lembrancinhas nas traducionais feiras de rua francesas (os marchés), muito mais autênticos e especiais. Ou então aproveite os bons preços praticados nas grandes redes de mercado ou lojas de departamento. Na ponto do lápis, compensa mais. Além disso, quanto à alimentação, deixe os hábitos franceses ditarem o que você vai comer: em um rooftop chiquérrimo tomando vinho rosé ou simplesmente jogada, aos pés da Torre, com um baguette e uma taça de vinho, em um típico picnic parisiense. Não importa. Descobrir os gostos e hábitos locais é um dos pontos mais altos de toda e qualquer viagem. 

Ademais, não deixe o calor atrapalhar seus planos. Digo isso porque recebi algumas perguntas de leitoras preocupadas com o clima na França, que realmente está de assustar. Mas não se assustem. Ou sim - mas só um pouquinho. Acontece que, além do calor à la Rio, a falta de ventos e a secura tradicional dos climas europeus exponenciam o resultado. Conclusão: muito suor, desconforto e até - olha lá hein - vontade de se jogar no rio Sena. Mas só vontade mesmo, porque dá pra sobreviver ao calor. Como? Eu te explico:


  • Use roupas leves, claras, básicas e descontraídas. O que eu mais encontrei entre as francesas e turistas aqui foi muito vestido, shortinhos jeans, blusas soltinhas e, obrigatoriamente, rasteirinha nos pés. Há quem prefira um bom tênis de corrida, mas isso é muito pessoal. E só lembrando: antes do estilo, da foto do instagram ou da opinião alheia, vem o seu conforto. E acredite - não vale a pena perder uma viagem por qualquer capricho.
  • Abuse dos penteados com o cabelo amarrado. Vale coquinho desajeitado, rabo de cavalo perfeitinho, tranças elaboradas ou simplesmente presilhas na franja ou em algum detalhe do cabelo. Mas prenda. Por favor.
  • Lencinhos secos e de controle de oleosidade vão se tornar os seus principais amigos nessa viagem. Além disso, prepara a água termal, o protetor solar, o hidratante labial e a paciência: é necessária uma equipe de sábios para garantir a pele no lugar, a dignidade em dia e o conforto, lá em cima. Aproveite que a cidade tem algumas das melhores marcas desses produtos (La Roche Posay, Bioderma, Avène...) e se joga!
  • Beba água. Muita. Compulsivamente. Desesperadamente. E sempre. Água, água, água. E por favor - ou por amor a si mesma - dispense a Coca-Cola. Por mais que ela esteja em todos os lugares.
  • Por fim, uma dica interessante - e que eu vi colar muito aqui, principalmente na fila dos museus - é o guarda-chuva. Além de proteger contra uma provável chuva no meio da tarde (o clima seco incrementa muito essa probabilidade), o guarda-chuva protege a pele e os olhos dos altos impactos solares, que já estão deixando suas marcas nas francesas: encontra alguma vermelhinha mais descuidada é jogo fácil por aqui.



As matrioskas russas fizeram presença no Festival 
Bolsas peruanas: para todos os gostos e bol$os
Preparados e devidamente apaixonados pela Torre Eiffel, é hora de correr para as compras, ou melhor, pechinchar algum achado nas feiras que rodeiam o lugar (e que são diferentes das lojas de souvenirs) com famílias tipicamente francesas ou colônias de imigrantes que sobrevivem muitas vezes o ano todo com o dinheiro acumulado no verão. Nessa temporada, por exemplo, e por um tempo determinado, está rolando o Festival de la Diversité, que contempla justamente a multiplicidade cultural da França.

De matrioskas russas a bolsas peruanas, o Festival conta ainda com uma praça de alimentação que merece ser considerada: tem hambúrguer americano e paella espanhola, kabeb árabe e sorvete italiano, tudo junto e misturado, em várias "barracas" personalizadas e confortáveis, localizadas bem aos pés da Eiffel. Fome, ninguém passa. E economiza também: um almoço bacana, com um desses pratos + uma bebida ou uma sobremesa simples (sorvete), não sai por mais de 12 euros. E é para sair feliz - e muito satisfeita, depois.

Espécie de hot dog reinventado, vem com frango ao molho barbecue, pão fresquinho e.. BATATA FRITA! Sim, dentro do pão. E o melhor: bem crocante, perfeita para combinar com o ketchup ou a mostarda disponibilizados à vontade para os clientes. 
Em suma: vale a pena, sim, reservar uma tarde inteira para descansar em baixo da obra centenária. Ou então encarar a fila - enorme! - para subir e ter uma vista estonteante de Paris, sem, é óbvio, a clássica visão da Eiffel. De qualquer jeito, conhecer a Torre Eiffel, prendre des photos et des snapchats, fazer um picnic e admirar a beleza natural do Champ de Mars, em pleno verão parisiense, é um programa imperdível e essencial que todos os anos atrai não só turistas de primeira viagem, como também aqueles que visitam a cidade luz todos os meses. Acredite, nunca é a mesma coisa. 




E Paris só tem a te surpreender. Depois de um descanso prolongado no parque, ainda há tempo de sobra para encarar a maratona de 2 museus + caminhada e fotos em vários pontos turísticos típicos da cidade, como a Pont des Arts e a Assembléia Nacional. Mas isso já é assunto para o próximo post...

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1 Opiniões sobre

  1. Que linda, Ju!!
    Estou só acompanhando por aqui mandando ótimas energias!
    Curta muito! Você merece! <3
    Beijão.

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