Thomas Lerooy no Petit Palais, em Paris

by - terça-feira, julho 07, 2015


Reunindo alguns dos principais museus do mundo e repleta de exposições, histórias e artistas de rua, Paris é um verdadeiro berço cultural e artístico que abriga, diariamente, toda uma movimentação absurda de turistas e moradores sedentos por novidades, experiências e contemplação. Definitivamente, é uma cidade iluminada - e muito, muito cult

E em meio a tantos museus e opções, o Petit Palais e o Grand Palais são dois museus nada tímidos que se encaram bem no centro da cidade, oferecendo exposições que fogem do óbvio e que contrastam com a tradicionalidade de suas coleções permanentes e com a sua própria arquitetura. 

Uma dessas exposições, aliás, é a do artista Thomas Lerooy, atualmente no Petit Palais. Com a sua tradicional fórmula de esculturas gigantes, Lerooy brinca com as noções de proporção e dimensão, oferecendo diversas críticas implícitas, ridicularizando cenas ou definitivamente denunciando os problemas sociais. Além disso, nenhum assunto foge à pauta de Thomas: da religião à ciência, o artista tem algo a dizer. Ou pelo menos uma escultura para dedicar.



Entre os seus trabalhos mais famosos, o tamanho da cabeça dos personagens é sempre assustador. Uma denúncia da inferioridade do corpo diante da supremacia do pensamento ou então - e mais profundo ainda - uma crítica a uma sociedade cada vez mais racionalizada? Para pensar!



Mas não tinham acabado com os cadeados? Teoricamente, sim. Mas além da decisão ser continuamente burlada pelos milhares de turistas que estão em Paris a cada dia, outras pontes começaram a ser "aproveitadas" para essa função. É o caso da foto!
E se depois da exposição ainda sobrar algum tempinho para desbravar a cidade, não deixe de admirar a estátua dedicada à Bolivar, ídolo da América Latina (e amigo íntimo dos franceses, principalmente durante a Revolução) e as pontes que ligam os dois lados do Sena, como a Ponte Alexandre III e a Pont de la Concorde: são ótimos pontos para tirar foto e, com sorte, você ainda encontra um artista de rua!

Tudo très simples, tranquilo e prazeroso: ou seja, exatamente o que a cidade luz pede.

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