Quarta-feira

by - quarta-feira, agosto 12, 2015


Voltar a escrever aqui no blog é sempre engraçado. São tantas ideias na cabeça, tanta coisa para falar, que o pedido de desculpas e a promessa de que nunca mais farei isso de novo  acabam se tornando redundantes e artificiais. Afinal, pode ser que eu fique um tempo sem escrever de novo, mas isso, definitivamente, não é algo que eu queira. Acontece.

Aliás, o último mês foi incrível. Muito aprendizado, muita viagem, muita descoberta boa - inclusive de mim mesma. E no meio dessa dedicação quase que exclusiva para o mundo real, o blog ficou mais uma vez abandonado. Mas vamos retomando aos poucos! Calma e avante. Hoje, por exemplo, foi especial - não que os últimos dias não tenham sido, sobretudo desde que eu voltei da França. Tenho feito muita coisa bacana aqui no Rio e redescoberto o porquê de eu amar tanto essa cidade maravilhosa, e porque vale tanto a pena viajar, mas sempre voltar para aqui. A Europa é incrível e ainda vamos falar muito dela aqui no blog, mas, acredite, o Rio de Janeiro também tem seus encantos - e em alguns aspectos, deixa a Europa no chinelo.

Culturalmente falando, aliás, tenho tido um tremendo orgulho do Brasil. Lá fora, tive a oportunidade de ouvir Caetano no rádio e até mesmo de esbarrar com a intervenção Baitogogo do brasileiro Henrique Oliveira, no Palais de Tokyo. É a arte brasileira representando em Paris! E por aqui, as coisas não estão muito diferentes. Hoje mesmo descobri que uma exposição incrível da Frida Kahlo, minha musa inspiradora, está vindo para o Brasil em setembro, e pulei de felicidade. Muito bom ver que o Brasil está, cada vez mais, sendo inserido nos roteiros culturais do mundo todo, sediando trabalhos impecáveis e com a assessoria de curadorias ainda mais especiais. 

Esse foi exatamente o caso da exposição Picasso e a Modernidade espanhola, que conferi hoje no CCBB do Rio (e que está por lá até o dia 07/Setembro). Lin-da! Um cuidado excepcional, uma seleção muito bem feita e um tratamento especial à trajetória do artista espanhol. Coisa de boníssimo gosto.


E ó que em Paris eu visitei o Musée Picasso, hein. Mas isso é assunto para outro post.

No Rio, o cuidado da curadoria incluiu uma contemporização com o trabalho de outros artistas espanhóis do mesmo período, como Dalí e Miró, e inclusive escultores, como Chilida e Chirino. Muito bacana. Além disso, a apresentação de dois vídeos - projetados dentro de "cofres" do banco! - e a área Guernica interativa tornaram a exposição ainda mais dinâmica e divertida. Outra sacada de mestre foi a apresentação, no início e no fim da visita, da obra "O pintor e a modelo" (foto) em duas versões diferentes, que demonstram bem a característica do artista de apresentar novas versões de seus próprios trabalhos.


Para completar o dia, aproveitei o tempo livre para assistir ao filme Into the wild, disponível também no Netflix. De 2007, o longa conta a história real de um jovem que decide abandonar tudo - família, amigos, estudos, dinheiro - para lançar-se em uma corajosa busca de si mesmo em meio à natureza selvagem. Incrível! Desses filmes que deixam a gente pensando, refletindo, por muito tempo. Aliás, para quem está planejando fazer intercâmbio, o filme é uma boa pedida. Isso porque apesar de aludir a situações extremas de solidão, independência e liberdade, o filme tem um "quê" de realismo que se aproxima das experiências de intercâmbio/viagem sozinha, coisa que só fui perceber mesmo depois de voltar da França. A principal mensagem do filme, aliás, é outra coisa que ainda está martelando aqui na minha cabeça, e com a qual eu concordo em número, gênero e grau:
A felicidade só é real quando compartilhada.

É mesmo. Para completar, a trilha sonora do filme é incrível, tipo esses CDs que colocamos para ouvir na estrada, viajando só com o pensamento. Coisa linda! Assistam e me digam se estão de acordo. Vou adorar saber. 

Beijo grande,

Jú.

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