24 horas em Amsterdã - Parte 2

by - quarta-feira, setembro 16, 2015



O nosso segunda dia em Amsterdã não poderia ser mais proveitoso. Acordamos cedo, por volta das 8h (e isso é imprescindível em viagens curtas, para aproveitar bem o dia), e caminhamos no Vondelpark, bem pertinho do quarto que alugamos. O parque é lindo, enorme e muito bem conservado, com lagos e a natureza característica dos países baixos. Com várias áreas dedicadas aos esportes, é o lugar ideal para relaxar, fazer um piquenique ou até mesmo dar uma corrida, aproveitando a proteção das árvores e o ventinho gelado característico de Amsterdã.

Além disso, na extremidade superior do parque já encontra-se a Museumplein, área que concentra os mais famosos museus da cidade e que será a nossa próxima parada. Mas não sem antes um café da manhã estratégico - e com o melhor que Amsterdã tem para oferecer.

Os pãezinhos da Simon Meijssen, selfie na I amsterdam e o pôr do sol nos canais: Tudo incrível! 

Nosso eleito foi o Broodbakker (padaria) Simon Meijssen, e fomos muito felizes nessa escolha. Com uma variedade impressionante de pães, bolos e doces, a boulangerie holandesa traz também alguns clássicos da culinária regional, embora os holandeses insistam em afirmar que não a possuem. O stroopwafel, por exemplo, é uma tradição holandesa que já podemos encontrar em outros lugares do mundo, como nos EUA, mas que nada se comparam com o tradicional e caseiro holandês. Espécie de biscoito waffle recheado com caramelo, é tradicionalmente consumido junto com o café, "cobrindo" o copo. Desse modo, a fumaça quente da bebida amolece o biscoito, que se torna ainda mais delicioso.

Além disso, outros clássicos da boulangerie holandesa são as tortas de maçã e, surpreendentemente, o croissant de amêndoas, delicioso. Sim, morei na França.. Mas descobri o melhor croissant da vida em Amsterdã! Imperdível!

Estômagos devidamente forrados, seguimos para o museu Van Gogh, já na Museumplein. Como tínhamos comprado os ingressos no dia anterior, economizamos um pouco de fila, mas logo aviso: ela é inevitável. Ainda assim, a espera compensa. O museu é lindo, muito bem organizado e com detalhes incríveis da história do artista neerlandês. Além disso, a arquitetura do local é encantadora, e a vista dos últimos andares, impressionante. Vale cada centavo dos 17 euros investidos.

Na mesma praça, aliás, é possível conferir exposições itinerantes (quando fui, haviam as obras da Nijntje Art Parade, coelhinhos super simpáticos e estampados!), o museu Stedelijk (museu de arte moderna de Amsterdã), o Diamond Museum e o imponente Rijksmusem, o museu nacional dos Países Baixos e o maior de Amsterdã. Infelizmente, na falta de tempo, acabei perdendo a oportunidade de visitá-los e fiquei na vontade.

Além disso, também é nessa praça que encontra-se a famosa placa I Amsterdam, que vive lotada de turistas e que é parada obrigatória para fotos. Não hesite. Suba nas letras, faça poses engraçadas, divirta-se: E o mais importante, torça para ninguém mais aparecer na sua foto, o que é quase impossível.



Seguindo o passeio, subimos na direção do centro da cidade. No caminho, paramos no famoso Bloemenmarkt, o mercado de flores de Amsterdã. Por lá, além de vários souvenirs, é possível encontrar mudas e sementes das tradicionais tulipas holandesas, cartão postal do país. Além disso, em torno da feira, várias lojas de queijo holandês são paradas obrigatórias para degustações e descobertas de sabores exóticos - como o queijo de lavanda, por exemplo. Anyway, amo queijo holandês - o gouda! E acredito que ele não esteja muito longe do francês não, viu. A produção de laticínios na Holanda é incrível, e todos os derivados do leite são imperdíveis: queijos, iogurtes, sorvetes...

Caminhando bastante (e depois de atravessar diversos canais, aliás), chegamos enfim à famosa Casa de Anne Frank, que hoje é um dos museus mais requisitados da cidade. A fila enorme (2 horas de espera, em média), acabou retirando a visita dos nossos planos, mas tenho certeza que assim que voltar para a cidade, vou visitá-la. Para quem não lembra, Anne Frank foi uma jovem menina judia que viveu todos os terrores da segunda guerra mundial e registrou tudo em seu diário (que mais tarde tornou-se um livro best seller) até sua morte no campo de concentração. O museu propõe-se a contar a história da menina, ambientando-se justamente em uma das casas em que Anne viveu.

Hambúrgueres deliciosos no Zaken, o famoso bar Bulldog e a felicidade estampada passeando de barco por Ams! 

Um pouco frustados por perder a visita do museu, aproveitamos para fazer logo o passeio de barco pelos canais de Amsterdã, cujos tickets também já havíamos comprado. Pegamos o barco exatamente em frente a estação Central de Amsterdã (onde chegamos no dia anterior), e esse é um dos passeios que, acredito eu, realmente vale a pena. Percorrendo os principais pontos da cidade e com o guia, em inglês, explicando tudinho, é possível descobrir muito sobre os canais de Amsterdã e a sua história, durando aproximadamente uma hora.

No fim do passeio, aproveitamos as poucas horas que nos restavam para revisitar o Red Light District, conhecer o Bulldog Bar (o mais famoso de Amsterdã) e almoçar no Burger Zaken, uma das melhores hamburguerias de Amsterdã. A carne caseira de lá é imperdível, e a apresentação do prato - desconstruído - torna a experiência ainda mais saborosa. De lá, seguimos para a estação central e retornamos para o aeroporto, depois de menos de 24 horas muito bem aproveitadas em uma das cidades mais encantadoras da Europa. Voltei para Paris com apenas uma certeza: Amsterdã, ainda vou te revisitar...




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