Um dia em Genebra - Parte 2

by - quarta-feira, outubro 28, 2015


O céu de Genebra é indescritível de lindo, e o seu encontro com as águas do Rio Rhône, memorável. Um desses espetáculos para o olhar difícil de esquecer e que não exige filtro, cristalino de tão limpo e em um azul turquesa especialíssimo. A vontade é parar e aplaudir ali mesmo, nas suas margens. Coisa de 1º mundo - e que me faz lamentar o descaso que, aqui no Brasil, temos com as nossas águas. Uma pena.

Isso é, aliás, uma das maiores qualidades de Genebra e de toda a Suíça: a limpeza. É quase impossível encontrar algum lixo largado pelas ruas, calçadas mal apresentadas ou pisos emburacados. Tudo na cidade transpira a harmonia e, inclusive na cidade velha, continuação da minha aventura de um dia pela cidade, a conservação e o cuidado na manutenção de ruas e edifícios seculares é surpreendente. A impressão que temos é que realmente voltamos no tempo e estamos em pleno século XVI! 


E o melhor, é que é fácil fácil de chegar ali. Subindo pelas ruas paralelas à principal e movimentada Rue do Rhône (que concentra a maior parte do comércio da cidade), em 5min você é transportado para uma realidade completamente diferente, onde as ruas são calmas e sinuosas e os prédios, em pedra bruta. Só o movimento intenso de turistas denuncia uma das principais credenciais da cidade: a de ter abrigado, no século XVI, João Calvino, um dos maiores líderes do protestantismo europeu.

É na cidade, aliás, que você vai encontrar também o Museu Internacional da Reforma Protestante, um dos maiores e mais importantes sobre o tema. Localizado em plena Cidade Velha, o Museu dedica-se especialmente à Bíblia, à história de João Calvino e aos conflitos religiosos que envolveram a cidade de Genebra, incluindo a Catedral da cidade, palco de grandes movimentações.


A Catedral é, aliás, por si só, um exemplar de arquitetura belíssima. De origem no século IV, mas sofrendo no entanto inúmeras reformas após isso, a Catedral, de origem católica, presenciou em seu próprio interior a reforma protestante, vindo a tornar-se ela mesmo uma Catedral protestante no século XVI. Hoje, aberta à visitas, a Catedral oferece ainda uma das melhores vistas de Genebra, do auto de sua torre norte: 360º de rios cristalinos e um céu maravilhoso. Surreal!


Depois de explorar os 4 cantos da cidade velha, é hora de voltar à modernidade de Genebra, e prepare-se para o choque: a cidade consegue surpreendentemente conciliar o novo com o antigo, a modernidade com a antiguidade, de uma maneira única e muito especial. Não deixe de conhecer a Île Rousseau, um pequeno jardim ótimo para piqueniques dedicado ao filósofo suíço, e toda a margem do rio Rhône, repleta de lojinhas (principalmente de relógios!), sorveterias fofas e casas de chocolate. Estique a caminhada, aliás, até depois do Horloge Fleurie e conheça a Jet d'eau, um dos maiores pontos turísticos da cidade: uma fonte incrível localizada bem no meio do Rio Rhône, que, definitivamente, joga MUITA água para cima. E você pode chegar bem pertinho dela!

Terminado o passeio, é hora de voltar para casa. Seguindo a Pont du Mont Blanc, rapidinho você está de novo na estação de Genebra, e é hora de tomar o trem. Se você quiser, no entanto, dar uma esticada até a sede das Nações Unidas (sim, é na cidade!), prepare as canelas: a ONU fica localizada bem depois da estação de trem e, se você não tem muito tempo, essa pode não ser uma boa ideia.

Antes de ir embora, no entanto, não deixe de garantir algumas levas de chocolate suíço - maravilhosos - e que podem ser adquiridos até mesmo na maior rede de supermercados suíços, o Migros, que tem até linha própria (além de comercializar várias outras). O chocolate da casa - Frey - é uma delícia, e em todas as variações imagináveis. Ah, e quer saber o melhor? Tem uma filial do Migros exatamente dentro da estação de trem. Impossível resistir, né?


E vocês, o que acharam desse passeio pela Suíça? Já olharam o outro post? Meu coração fica apertado de saudade e a vontade de voltar é grande! E vocês, dicas à compartilhar? Quero saber!

Um beijo,
Jú.

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