Um dia no Marais - Parte 2

by - quinta-feira, outubro 15, 2015


O Marais é o melhor bairro em Paris para se praticar o mais francês dos esportes: a flânerie. Também conhecido como "flanar", em bom português, diz respeito à atividade de caminhar sem destino, tranquilamente, apenas passeando pelas ruas e desfrutando do melhor que o ar parisiense tem para oferecer. Os franceses amam - e não é muito difícil encontrar famílias inteiras flanando por aí, sobretudo nos fins de semana, sem destino preciso, apenas pela arte e pelo prazer de flanar.

Como disse, o Marais é bem oportuno para isso. Além de todas as lojas que já apresentei pra vocês no último post, o bairro também é recanto de verdadeiros monumentos arquitetônicos, que passeiam desde o estilo clássico até o moderno. Além disso, o Marais também concentra alguns artistas de rua (sobretudo nos fins de semana), e o melhor sorvete de Paris. Quer saber mais? Então vem comigo!


Muitos discordarão, mas para mim a melhor sorveteria de Paris é a Amorino, tradicional casa italiana, conhecida por seus sorvetes em formato de flor. Apesar da concorrência com a queridinha Berthilon (o mais antigo sorvete da cidade!), a Amorino ainda atrai, diariamente, milhares de turistas e nativos apaixonados pelos sabores - pistache é meu favorito! - e pelo design do sorvetinho, pra lá de fotogênico. Além de outras lojas espalhadas pela cidade, a do Marais, pertinho da Place des Vosges, é parada obrigatória, principalmente nos dias de verão europeu.

Aproveite, aliás, para caminhar com o seu sorvetinho até a Praça, que é uma das mais conhecidas de Paris (apesar de não ser uma das mais bonitas). É ao redor dela, inclusive, que concentram-se algumas das mais famosas e incríveis galerias de arte de Paris, como a Nikki Diana Marquardt, a Galerie de Medicis e a Vivendi, disputando a atenção com a casa de Victor Hugo, gênio da literatura francesa.
Reconhecido internacionalmente principalmente pela sua obra prima, Os Miseráveis, Victor Hugo é um dos mais notáveis intelectuais e escritores da França, não sendo a toa a verdadeira devoção que os franceses lhe dedicam. Sua casa  - onde morou por 16 anos! - foi transformada em museu e preserva, entre outras peças, a própria cama onde o escritor morreu, em uma perfeita reprodução do quarto. Além de ser uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o autor francês, a visita, que é curtinha e de graça, vale super a pena.


Terminado o passeio, aproveite para desbravar um pouco mais do bairro ou então - e se sobrar tempo - dar uma esticadinha no Museu Picasso, ali pertinho, e igualmente encantador. Depois não esqueça de vir aqui dar a sua opinião, ok? Vou adorar saber!

Um beijo,
Jú.






Amorino
1, Rue des Francs Bourgeois

Maison de Victor Hugo
Place des Vosges
Todos os dias, exceto segundas, das 10h às 18h.

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