Diário Expo: Mar

by - quinta-feira, março 31, 2016

Oba, voltando com mais posts de exposições por aqui!
Depois do review sobre a minha passada pelo Museu do Amanhã, hoje foi dia de voltar a um dos meus favoritos da cidade: O MAR, Museu de Arte do Rio.

Super moderno, com arquitetura imponente e novinho (só tem 3 anos!), o MAR é um dos museus mais bacanas do Rio, com exposições itinerantes super interessantes e ecléticas. Além disso, ele fica localizado bem pertinho do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, o que facilita - e muito! - a visita de quem está conhecendo a cidade.

Atualmente com 4 exposições muito bem distribuídas pelos seus 6 andares (que inclui uma vista incrível da cidade, vale a pena conferir), o MAR se destaca pela forma como as obras são expostas, sempre com o cuidado de transportar o expectador para universos diferentes. As salas são pintadas, divididas e montadas de acordo com o gênero da exposição e, graças à isso, nenhuma visita ao museu pode ser comparada à outra.


Ao amor do Público: Com obras doadas na ArtRio e Minc/Funarte, essa exposição é mais eclética e combina todo um variado de obras, entre pinturas, projeções, intervenções, fotografias e esculturas que o MAR recebeu das últimas edições da ArtRio. Por isso mesmo, é uma das exposições mais curiosas em cartaz: é interessante descobrir a significância (ou falta dela!) por trás de peças engraçadas, fotografias obscuras ou pinturas selvagens. Ainda: convida-se a rir, a refletir e a questionar a forma como o fazer arte se põe de maneiras tão diferentes. Definitivamente, é uma exposição para se surpreender.





Fernando Lindote: Trair Macunaíma e avacalhar o Papagaio

Explorando o trabalho mórfico realizado por Fernando Lindote sobre temas que discutem a nossa identidade, como o personagem Zé Carioca, essa amostra combina imagens, textos, projeções e objetos que questionam a forma como o Brasil é e é visto, sob a ótica de um artista que preocupou-se em debruçar-se sobre essa questão - e, dessa forma, de certo modo "trair" o célebre personagem Macunaíma e avacalhar, por outro lado, o papagaio Zé Carioca.





O poema infinito de Wlademir Dias-Pino: Com certeza uma das mais interessantes exposições já realizadas no MAR, traz ao Rio um artista ainda pouco reconhecido por aqui, mas com significativo valor cultural e artístico nacional: Wlademir Dias-Pino. Expoente poeta do concretismo brasileiro e fundador do movimento intensivista, Wlademir destaca-se não apenas pelos seus poemas, mas também - e principalmente - por seu trabalho como programador visual, já tendo atuado na edição e programação de várias revistas e livros. Ademais, o ponto chave do seu trabalho provavelmente se dá na sua interminável Enciclopédia Visual Brasileira, onde combina imagens e poemas por meio de colagens. Uma contribuição única para a cultura brasileira.


Além dessas exposições, está rolando também o Rio Setecentista, quando o Rio virou capital, que explora um século fundamental da história da cidade. Maiores informações aqui.

Ah! O MAR funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, e os ingressos custam R$10 inteira e R$5 meia. Além disso, é possível comprar o ingresso combinado com o Museu do Amanhã, por R$16 inteira e R$8 meia. Às terças, a entrada é gratuita.

E você, tá esperando o quê para conhecer o museu? Vale muito a pena!

Um beijo,
Jú.

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