Documentários com mulheres inspiradoras

by - quarta-feira, março 30, 2016

De toda a lista de indicados para o Oscar 2016 (que eu fiz questão de assistir religiosamente, aliás), poucos filmes me emocionaram e me surpreenderam tanto quanto os dois documentários que indico hoje, aqui no blog.

Isso porque, mais do que verdadeiras produções cinematográficas - em longa metragem e muito bem produzidas, aliás - esses documentários trazem a tona a história e a verdade de mulheres reais, por trás das câmeras, nos bastidores do estrelado e no auge de suas dores e angústias. 

Somos convidados a encarar e reconhecer os demônios que perseguiram duas das maiores artistas de todos os tempos, a ouvir o relato emocionante de seus amigos e parentes e a lembrar, mais uma vez, que a fama e o sucesso não são tão brilhantes assim, e que, ao contrário disso, podem ser extremamente perigosos e destrutivos.




Amy Winehouse é uma artista que dispensa apresentações. Considerada um dos grandes nomes do jazz nos últimos anos, Amy impressionou e fez história com a sua voz forte, suas letras extremamente pessoais, seus looks vintage e sua personalidade característica e irreverente, típica de uma mulher que se identificava muito mais com o auge do jazz na década de 50 do que com a contemporaneidade.

Mas mais do que isso, Amy era também simpática e carinhosa, engraçada e divertida, apaixonada por seus amigos e pela música - tudo o que descobrimos no documentário Amy, vencedor do Oscar 2016. Sim, porque mesmo de sua morte, em 2011, Amy continua fazendo sucesso, e suas músicas ainda podem ser consideradas verdadeiros "hits". Amy continua sendo Amy.

E o documentário não poderia ser mais verdadeiro e fiel à vida da cantora. Com relatos emocionantes, vídeos e fotos exclusivos e caseiros, mergulhamos nos bastidores da vida de Amy, entramos na sua casa, conhecemos seus amigos, lemos suas letras.
E, por fim, nos emocionamos e a compreendemos como uma sensível menina sonhadora, que jamais perdeu sua essência, mas que, definitivamente, não estava preparada - e nem desejava - o estrelato.
Assistam, por favor.



Também um nome importante do jazz, Nina Simone foi uma cantora, pianista e ativista norte americana de sucesso na década de 1960, responsável por canções memoráveis, como "Ain't Got No, I Got Life" ou então "Why? (The king of love is dead)", composta em homenagem à Martin Luther King após a sua morte.

Mas além de sua linda voz e de suas letras incríveis, o que mais impressiona na artista - e que é destacado no documentário - é seu envolvimento ativista na luta pelos direitos dos negros nos Estados Unidos, para o qual se tornou a porta-voz oficial.
Nina, ao contrário de Amy, era uma mulher a frente de seu tempo, e simplesmente não podia tolerar o preconceito, a submissão e toda a perseguição aos negros que aconteciam nos Estados Unidos.
E não tolerou.

Com a coragem de cantar "Mississippi Goddam", Nina chegou a defender uma revolução violenta e, infelizmente, sofreu diversos boicotes que acabaram por prejudicar a sua carreira.
O documentário, com depoimentos de sua filha e de seu ex-marido, além de diversos trechos gravados com a cantora, morta em 2003, revela detalhes de sua carreira conturbada e de seu envolvimento político, além de eventos de sua vida pessoal que, definitivamente, ajudaram a moldar a sua carreira.
Uma história absolutamente inspiradora e regada a MUITA boa música.


Deixando vocês com essas duas indicações incríveis e disponíveis no Netflix, lembro também que já falamos de outra mulher inspiradora aqui, com o documentário dedicado a Iris Apfel.
Para seguirmos inspiradas!

E vocês, tem algum documentário incrível para indicar? Conta pra gente!

Um beijo,
Jú.



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