Festival #multiplicidade + "Agnus Dei"

by - terça-feira, julho 26, 2016

Na última quinta-feira, quem me segue no Snapchat e no Instagram (@JuSouzaO) pode acompanhar um pouco do meu "primeiro" dia de férias, onde aproveitei para visitar uma exposição super bacana que tá rolando lá no Oi Futuro Flamengo e, de quebra, assistir a um filme incrível no Estação.

Programinha delícia, que eu adoro fazer até mesmo sozinha, só para distrair a cabeça e atrair inspirações boas. 


No festival Multiplicidade, em exposição no Oi Futuro, somos convidados a vivenciar uma experiência futurista nas obras de Lemercier, Tomás Ribas e Matheus Leston, que questionam novas possibilidades da arte traduzir o mundo.
Nessas três instalações, somos continuamente surpreendidos pelos efeitos sonoros e visuais, que nos levam a uma imersão quase que absoluta nas obras.

Por lá, aliás, outra experiência incrível é garantida pela instalação P.O.E.M.A, fruto da união da companhia de dança Regina Miranda e o Oi Futuro. Nela, atores bailarinos performam todos os dias, as 16h30 da tarde, em uma experiência coletiva riquíssima e encantadora. Além disso, em todos os horários é possível experimentar também uma imersão individual, a partir de óculos de realidade virtual que projetam imagens de acordo com a respiração (!!!) do expectador. Coisa linda de se (vi)ver!

Lembrando que o Oi Futuro fica na rua 2 de dezembro, no Flamengo, e funciona de terça à domingo, das 11h às 20h. Ah! E a entrada é franca =)



E depois de tantas experiências bacanas, fui conferir o filme "Agnus Dei" (Les Innocents) , em cartaz no cinema Estação NET, em Botafogo, e cheguei a conclusão que não poderia ter escolhido outro filme. QUE produção incrível!

Primeiramente, pelo enredo, baseada em fatos reais: a descoberta, por uma enfermeira francesa da Cruz Vermelha, de um convento onde a maioria das freiras estão grávidas, devido os abusos cometidos por soldados invasores durante a Segunda Guerra Mundial. Cabe à ela, portanto, tentar ajudar essas mulheres, ainda que diante de vários empecilhos - como a dificuldade das freiras em aceitarem serem tocadas por qualquer outra pessoa, inclusive pela enfermeira.

De modo surpreendente, o diretor conseguiu conduzir o filme de forma emocionante e repleta de detalhes, com enquadramentos riquíssimos e cenas muito bem feitas. A fotografia também não deixa a desejar, explorando bem os ângulos congelantes da Polônia e do convento.

De forma crítica, somos levados a questionar, mais uma vez, a posição da mulher na sociedade e todas formas de violência - físicas, mentais e simbólicas - pelas quais passam, além de conhecer mais um dos vestígios dramáticos de uma das maiores guerras da história.


Ufa, quanta coisa bacana, não é? Isso é para provar que tem MUITA coisa bacana rolando na cidade, e que ficar no tédio é comodismo.
Durante essas férias, vou tentar indicar mais programinhas bacanas assim, para ninguém ficar parado e aproveitar para viver coisas novas no tempo livre. Bora?

Um beijo,
Jú. 

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