Paris: economia na cidade luz

by - domingo, janeiro 07, 2018


Eu sei: é difícil imaginar que uma viagem para Paris pode não acabar com todos os seus euros, mas é verdade. A cidade luz está longe de ser a mais econômica da Europa, mas com alguns truques certos, é possível salvar alguma grana.

Antes de mais nada, vale destacar que a cidade é uma das mais visitadas do mundo e, por isso, o que não faltam são opções "pega turista", sempre mais caras porém mais fáceis de encontrar. Se você pretende economizar, é preciso abrir mão um pouco do conforto, e se aproximar, por outro lado, do parisian way of life. Eu garanto que vale a pena! 


1º dica: More em Paris por 1 semana 
Ou por cinco dias, um fim de semana... Tanto faz. A melhor maneira de descobrir a cidade é vivendo nela. E, para isso, você não precisa passar o resto da sua vida aqui (por mais que gostaríamos). Em vez de reservar um hotel, reserve um apartamento. Ao longo do post, você vai ver a diferença que um fogão e um frigobar podem fazer na sua economia. Vale ser pelo Airnb ou pelo Booking, mas há também os sites locais: Lodgis, Paris Attitude, Mon Paris, Paris Autrement, e Ommi, por exemplo.

2º dica: Faça compras em Paris
Parece contraditório? Pois bem, não estou falando para você torrar euros na Champs-Élysées, mas sim para você se aventurar em outro lugar, muito mais familiar e acessível: os supermercados franceses. Monoprix, Franprix, Carrefour: existem milhares de marchés espalhados pela cidade e, apesar dos preços assustarem um pouco de início (principalmente quando convertemos...), esses lugares vão se tornar seus melhores aliados para economizar em Paris. Mas, para isso, é preciso saber como fazer compras e, sobretudo, resistir às inúmeras tentações. Evite comprar produtos que você não conhece, poderá se arrepender. Mas também não deixe de experimentar - na dúvida, compre algo que alguém já recomendou. Tente encontrar coisas que entrem nos seus hábitos alimentares (por exemplo, se você costuma tomar cereal de manhã, compre um aqui!), e compre só o que for necessário para o café da manhã e o jantar. Você dificilmente almoçará em casa, acredite.

3ª dica: Um café chez moi
Por que se dar ao trabalho de fazer café em casa se é muito mais fácil tomar na rua ou então reservar um hotel com ele? Vamos aos valores: um café da manhã comprado no mercado, com croissant, pain au chocolat e uma bebida quente, não sairá por mais de 5 euros. Já no restaurante ou no hotel, ele custa em média 12 (com um suco de laranja, um pão e uma geleia a mais, no máximo). Agora multiplique esse valor pelos dias que ficará em Paris. Sentiu a diferença?

E o jantar? Bom, você vai perceber que não é tão caro almoçar em Paris. Isso porque a maioria dos restaurantes servem menus por 10, 15 e até 20 euros, com entrada, prato principal e sobremesa. Isso acontece porque a maioria dos franceses não almoça uma refeição completa. Na pressa do dia a dia, eles comem uma baguete, um sanduíche e vão trabalhar. Os franceses preferem jantar fora e, assim, o preço nos restaurantes à noite é bem mais elevado. Se você quiser economizar, por tanto, é melhor conhecer os melhores restaurantes na hora do almoço.

Além disso, o preço de uma taça de vinho, quando comparada a uma garrafa comprada no mercado, também pode assustar: você pode achar garrafas por até 3 euros, preço abaixo de muitas taças por aí.

4ª dica: Ande muito!
Preparou as perninhas para vir à Paris? Isso é importante. A cidade não é muito grande e a vantagem disso é que você pode fazer muitas coisas à pé. Além disso, mesmo cobrindo a cidade toda, o metrô não é dos melhores - nem dos mais limpos, e não é barato. Por isso, vale a pena caminhar bastante por toda a cidade, de ponto turístico em ponto turístico, flanando. Isso é, aliás, uma das coisas mais turísticas para se fazer em Paris: flanar, sem destino, pela cidade, admirando os prédios históricos, os cafés charmosos, a elegância dos franceses. E não esqueça a sua câmera, é claro! 📷

5ª Dica: Atrações gratuitas em Paris
Uma das desvantagens da cidade luz é que a maioria das suas atrações são pagas e os valores são um pouco salgados. Ainda assim, algumas atrações gratuitas compensam (e muito!) a visita: a própria Torre Eiffel (a não ser que você queira subir lá em cima, o que não recomendo a quem não tem muito tempo), o Arco do Triunfo, a Champs-Élysées (passear por lá é de graça, fazer compras é outras história...), o Jardim de Luxemburgo, as margens do Sena, a Igreja Notre Dame, a Igreja Sacré Coeur, a Place du Tertre, a Place des Vosges, a Maison de Victor Hugo, o Musée Carnavalet, o Jardin Des Tuileries... 💛

Além disso, você pode dar a sorte de visitar Paris no primeiro domingo do mês, quando outras atrações se tornam gratuitas: esse é o caso do Louvre (entre outubro e março), do Castelo de Versalhes (de novembro a março), do Centre Pompidou (meu favorito!), do Musée Picasso, do Musée Rodin e do Musée d'Orsay!


Vale lembrar: esse post com certeza não acaba aqui. Conforme eu for fazendo novas descobertas, prometo continuações 😉

Um beijo e até breve,

Ju

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